A Polícia Civil investiga a morte de Maycon Alves da Silva, de 42 anos, após ele ser brutalmente espancado no último domingo (15). O caso aconteceu em Paranavaí, no Noroeste do Paraná.
De acordo com relatos de populares, Maycon teria sido acusado de furto enquanto caminhava pela rua carregando uma centrífuga que havia ganhado. Ele fazia a coleta de materiais pela rua. Durante a abordagem, acabou sendo agredido violentamente e sofreu diversos hematomas, principalmente na região do rosto.
Câmeras de segurança registraram o momento das agressões. Vídeos gravados pelos próprios envolvidos também passaram a circular nas redes sociais. Após o espancamento, os autores abandonaram a vítima.
Mesmo machucado, Maycon conseguiu ir para casa, foi até a residência de uma familiar, inicialmente, não procurou atendimento médico nem registrou a ocorrência. No entanto, seu estado de saúde era muito delicada, ele foi encaminhado ao hospital. Com a piora no quadro clínico, ele não resistiu aos ferimentos e morreu na última quarta-feira (18).
O caso da morte de Maycon veio à tona após uma página de fofocas do município receber a denúncia e tornar a informação pública nas redes sociais. A partir da divulgação, o assunto ganhou grande repercussão e passou a mobilizar a comunidade local, provocando revolta e cobranças por justiça.
Conhecidos da vítima acreditam que ele foi agredido injustamente. Pessoas próximas relataram que Maycon era conhecido por não fazer mal a ninguém. Segundo esses relatos, ele enfrentava problemas com o consumo de álcool, mas não tinha histórico de envolvimento com esse tipo de situação.
Em nota, a Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento. No entanto, a corporação não divulgou detalhes aprofundados sobre o caso. Até o momento ninguém foi preso.
Maycon, era conhecido como "Bambam". O corpo foi sepultado nesta sexta-feira (20), no Cemitério Parque de Paranavaí.
COMOÇÃO
Um conhecido de Maycon que não iremos identificar, usou as redes sociais para prestar uma emocionante homenagem à vítima. Em um relato comovente, ele afirmou que o amigo era como um irmão, alguém com quem cresceu e compartilhou momentos importantes da vida.
Segundo o depoimento, foi através dele que conheceu o evangelho e aprendeu sobre Cristo. A Bíblia que guarda até hoje, em casa, foi um presente dado pelo amigo. “Muito do que eu sei sobre Cristo aprendi com ele”, escreveu.
O amigo também destacou que a vítima era considerada um dos melhores skatistas de Paranavaí — inteligente, leitor assíduo, correto e de “coração gigante”.
No texto, ele classificou o ocorrido como uma injustiça e disse que a dor é imensa, mas ressaltou que a vida e o legado deixados jamais serão apagados pela violência. A publicação terminou com uma mensagem de gratidão e despedida, afirmando que o amigo marcou sua história para sempre.
