O júri popular do caso que investiga o desaparecimento de Jaqueline Garcia dos Santos, de 31 anos, foi realizado nesta quinta-feira (9), na Câmara Municipal de Paiçandu, no Noroeste do Paraná. A mulher está desaparecida desde março de 2025 e o corpo nunca foi localizado.
Quatro réus — sendo pai, filhos e sobrinhos — foram levados a julgamento e condenados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil e com emprego de tortura, além de ocultação de cadáver.
Segundo a sentença, Ruan Lucinei e Wellington foram condenados a 16 anos de prisão por ocultação de cadáver, além de mais 3 meses de detenção, totalizando 17 anos, 3 meses e 6 dias.
Já Douglas foi condenado por homicídio, com pena de 21 anos, 4 meses e 15 dias. Ele também recebeu condenação por ocultação de cadáver, com pena adicional de 7 meses e 130 dias, somando ao todo 22 anos, 11 meses e 15 dias de prisão.
Durante o julgamento, a acusação destacou a existência de vestígios de sangue encontrados no carro de um dos condenados, apontados como elemento importante para a condenação. A defesa, por sua vez, sustentou a tese de negativa de autoria ao longo do processo.
Mesmo com a condenação dos envolvidos, o corpo de Jaqueline Garcia dos Santos ainda não foi encontrado, e o caso segue envolto em mistério quanto ao destino final da vítima.
O julgamento mobilizou familiares e chamou a atenção da população local, diante da gravidade do crime e da ausência de respostas definitivas sobre o paradeiro da vítima.
