Simepar confirma tornado de categoria F2 que atingiu Maringá com ventos de até 250 km/h

Maringá foi atingida por um tornado de categoria F2, com ventos que podem ter chegado a 250 km/h. A confirmação foi divulgada nesta terça-feira (04) pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), após uma análise técnica dos estragos provocados pelo fenômeno na madrugada de segunda-feira (2).

De acordo com os meteorologistas, o tornado percorreu aproximadamente 15 quilômetros, com início na região sudoeste da cidade. A classificação foi definida a partir de imagens de radar, dados de estações meteorológicas, registros aéreos e análises realizadas em campo.

Durante as avaliações, as equipes identificaram telhas arremessadas a mais de 1.300 metros de distância e folhas de zinco lançadas a mais de 300 metros. Árvores com copas arrancadas, estruturas metálicas retorcidas e danos em construções também contribuíram para a confirmação.

Na escala Fujita, utilizada para classificar a intensidade dos tornados, a categoria F2 corresponde a ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h.

A passagem do fenômeno deixou um cenário de destruição em diferentes regiões de Maringá, com centenas de árvores derrubadas, imóveis danificados e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

A confirmação técnica do Simepar dimensiona a força do fenômeno que atingiu a cidade e explica a extensão dos estragos provocados pelo temporal.

Como se forma um tornado?

O tornado é um fenômeno meteorológico caracterizado por uma coluna de ar em rotação intensa, que se estende de uma nuvem de tempestade até o solo. Ele pode provocar ventos extremamente fortes, capazes de derrubar árvores, destruir construções e arremessar objetos a grandes distâncias.

A formação geralmente está associada a tempestades severas, especialmente as chamadas supercélulas, que possuem correntes de ar ascendentes muito intensas e rotação interna.

O fenômeno acontece, geralmente, quando diferentes condições atmosféricas se combinam:

  1. Encontro de massas de ar: o ar quente e úmido próximo à superfície encontra uma massa de ar mais frio e seco.

  2. Instabilidade atmosférica: o ar quente sobe rapidamente, alimentando nuvens de tempestade.

  3. Mudança na direção e velocidade dos ventos: essa variação, chamada de cisalhamento do vento, favorece a formação de rotação na atmosfera.

  4. Intensificação da rotação: as correntes ascendentes da tempestade podem inclinar e concentrar essa rotação, formando um vórtice.

  5. Contato com o solo: quando a circulação intensa alcança a superfície, caracteriza-se um tornado.

O que significa a classificação F2 em Maringá?

A classificação F2 indica que o tornado que atingiu Maringá teve intensidade considerável, com ventos estimados entre 180 km/h e 253 km/h.

Isso significa que o fenômeno teve força suficiente para arrancar telhados, derrubar árvores de grande porte, danificar estruturas e lançar objetos a grandes distâncias.

É importante destacar: a velocidade dos ventos não significa necessariamente que todos os pontos atingidos pelo tornado tenham registrado a velocidade máxima da categoria. A classificação é feita a partir da análise dos danos e de evidências meteorológicas.

O Simepar explica que a confirmação e a classificação dependem da análise conjunta de radares, imagens, relatos e danos encontrados em campo.

Quais são as categorias de tornado?

Os tornados são classificados pela escala Fujita Aprimorada (EF), que vai de EF0 a EF5. A classificação considera os danos observados em estruturas, árvores e outros elementos para estimar a intensidade dos ventos.

A tabela abaixo considera a Escala Fujita original (F0 a F5), utilizada pelo Simepar na classificação de tornados no Paraná.

Categoria

Velocidade estimada dos ventos

Intensidade e danos

F0

65 a 116 km/h

Leves: galhos quebrados, placas danificadas e árvores pequenas derrubadas.

F1

116 a 180 km/h

Moderados: telhas arrancadas, danos em telhados e veículos deslocados.

F2

180 a 253 km/h

Consideráveis: telhados inteiros arrancados, árvores grandes derrubadas e estruturas danificadas.

F3

253 a 332 km/h

Graves: casas parcialmente destruídas, árvores arrancadas e veículos pesados deslocados.

F4

332 a 418 km/h

Devastadores: casas bem construídas destruídas e veículos arremessados.

F5

418 a 511 km/h

Extremos: destruição quase total de estruturas e danos catastróficos.

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