Um pintor, de 31 anos, foi resgatado de helicóptero após cair de um andaime, de aproximadamente três metros de altura, na tarde desta terça-feira (20), em Paranacity, no noroeste do Paraná. Após a queda, o trabalhador apresentou uma crise convulsiva e ficou irresponsivo, o que motivou o acionamento do serviço aeromédico do Samu.
Segundo o médico Etore Moscardi, responsável pelo atendimento aéreo, a equipe foi acionada com a informação inicial de queda de plano elevado.
“A gente teve um chamado com a informação de um pintor que sofreu uma queda de cerca de três metros de altura de um andaime e, após a queda, iniciou um episódio de crise convulsiva, ficando irresponsivo”, explicou.
Quando a aeronave chegou ao local, profissionais de saúde do município já realizavam os primeiros atendimentos. Conforme o médico, na avaliação inicial não foram identificadas lesões graves aparentes.
“A gente identificou a vítima, graças a Deus, sem nenhuma lesão importante, sem sangramento ou fratura aparente de crânio ou de outras partes do corpo”, disse Etore Moscardi.
Apesar disso, o paciente apresentava um quadro neurológico delicado, com agitação intensa, o que exigiu intervenções medicamentosas.
“Ele estava numa condição neurológica de uma agitação psicoativa muito importante, e tivemos que fazer algumas intervenções para conseguir avaliar melhor a vítima e protocolar o atendimento ao trauma”, afirmou.
De acordo com a equipe médica, a esposa informou que o homem tem histórico de crises convulsivas. Ele teria feito tratamento e recebido alta das medicações há cerca de um ano, sem novos episódios desde então.
“Pode ser que tenha ocorrido uma recidiva do quadro de epilepsia”, explicou o médico.
Durante o atendimento, também foi constatado que o pintor não utilizava equipamentos de proteção individual (EPIs).
“Ele não fazia uso de cinto de segurança nem de capacete. Era realmente só o andaime”, relatou Etore Moscardi, acrescentando que uma das placas da estrutura pode ter se soltado e atingido a vítima durante a queda.
O homem foi sedado, mas não precisou ser intubado.
“O grau neurológico dele não fez necessário o procedimento de intubação. Ele permanece em ventilação espontânea”, destacou.
Após o atendimento pré-hospitalar, o pintor foi encaminhado de helicóptero para o Hospital Bom Samaritano de Maringá, onde passará por exames para descartar traumatismo cranioencefálico ou outras lesões internas.
“Só dentro do hospital a gente vai conseguir confirmar se existe alguma lesão mais grave ou não”, concluiu o médico.
Ainda segundo informações repassadas pela esposa, o paciente já havia sido atendido anteriormente pelo serviço aeromédico, anos atrás, por suspeita de infarto. O histórico não tem relação direta com o acidente registrado nesta terça-feira.





