A primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Sarandi, realizada nesta segunda-feira (02), foi marcada por polêmica. Uma série de projetos que tratam benefícios aos parlamentares foi votada em meio a protestos.
Entre os projetos aprovados está a proposta de alteração da Lei Orgânica do Município, que aumenta de 10 para 13 o número de vereadores a partir de 2029. A medida recebeu nove votos favoráveis. Apenas as vereadoras Thayna Menegazze Maciel (PL) e o vereador Erasmo Cardoso Pereira (PV) votaram contra.
Os vereadores também aprovaram o pagamento de 13º salário e o direito a férias para os parlamentares. O projeto passou com sete votos favoráveis.
O momento de maior revolta do público ocorreu durante a votação do reajuste salarial dos vereadores, do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários municipais. O projeto prevê um aumento de 50% no salário dos parlamentares, que passa dos atuais R$ 11,1 mil para R$ 16,7 mil.
O salário do prefeito sobe de R$ 27,3 mil para R$ 31 mil. O vice-prefeito passa de R$ 13,9 mil para R$ 19 mil. Os secretários municipais devem receber salários de R$ 16 mil. Outro projeto aprovado regulamenta o retorno do pagamento de diárias para vereadores e servidores, benefício que havia sido extinto em 2019.
A Câmara Municipal informou que os projetos seguem os trâmites legais e que as medidas aprovadas entram em vigor conforme o cronograma estabelecido em cada proposta. Uma segunda sessão foi marcada para está terça-feira (03).
